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domingo, 28 de outubro de 2018

Você ja sentiu que por melhor que você esteja se saindo no seu trabalho, estaria mais feliz fazendo outra coisa?

Homem escondido sob computador portátil foto royalty-free

  Meu nome é Lucas, tenho 23 anos, trabalho com desenvolvimento de softwares a 3 anos e no ultimo deles comecei a perceber que minhas maiores insatisfações profissionais não eram culpa de patrões, projetos complicados ou clientes, mas minha. Se você conversasse com meu eu de quando comecei a trabalhar nessa area, provavelmente ele te diria que ama programar e que esta ansioso por trilhar uma solida e duradoura carreira como programador. Mas com o passar do tempo uma insatisfação e inquietação foi crescendo dentro de mim.
  No começo pensei que era por que eu trabalhava desenvolvendo para uma plataforma de uma empresa, que não tinha documentação suficiente e o desenvolvimento era complicado. Depois, quando ja estava em outra empresa achei que minha insatisfação estava na falta de tempo e dinheiro, que isso estava me impedindo de fazer as coisas que eu queria e por consequência afetando meu humor no trabalho.
  Então eu fui efetivado, larguei a faculdade e pela primeira vez estava com a vida profissional mais estável. Tinha tempo e também dinheiro, comprei um notebook, coloquei uma internet boa em casa, comprei passagem e entrada para a campus party... E minhas responsabilidades para manter isso eram apenas manter funcionando um sistema de apontamento de horas que participei de todo o desenvolvimento (o que não levava nem 50% das minhas 8 horas e meia no escritório).
  Aí é que a coisa começou a ficar realmente feia. Eu não tinha mais motivos e mesmo assim continuava descontente. Pensei ser culpa do meu trabalho, por ser fácil e monótono demais. Depois pensei ser culpa dos meus chefes por me mandarem ir um dia inteiro para um escritório para basicamente ficar enrolando, pois não era todos os dias em que eu tinha demanda e quanto tinha, por vezes não levava nem metade do expediente. Cheguei no meu limite e acabei pedindo demissão.
  E de novo fui para um trabalho em desenvolvimento. Dessa vez trabalhava de casa, com tecnologias que eu já estava cansado de conhecer e não chegava a 5 dias na semana trabalhando para ganhar mais que muito pai de família. E 8 meses depois, mantendo essa mesma insatisfação, percebi que independente de quem tivesse me contratado eu ainda teria tido os mesmos problemas.
  Nesse tempo tenho analisado quais atividades me dão satisfação, empolgação e divertimento em fazer e por que não sinto mais isso enquanto trabalho (o que aconselho a todos com insatisfação na carreira fazerem) e a resposta foi simples: eu escolhi a carreira errada! Anos botando a culpa aqui e ali e no final a culpa foi totalmente minha pois desde o inicio procurei trabalhos na área de desenvolvimento e sequer me perguntei se realmente era o melhor para mim. Talvez por medo de não ser tão bom em outra área ou por puro e simples comodismo.
  Mas felizmente percebi, e antes dos 25, que minha paixão nunca foi escrever linhas de código, mas o que isso representava no inicio: Criação. Todas as coisas que mais gosto de fazer envolvem 2 coisas, histórias e criação. Textos, desenhos, poesias, diálogos, musicas e um sem mundo de outras coisas como esse texto (que se eu resolvi postar em algum lugar, você está lendo) são oque me atraem.
  Talvez tenha sido a capacidade de escrever algumas linhas e ver elas tomando forma de um site ou app é que tenham me atraído anos atrás na minha atual área. Minha insatisfação em TI é que tenho personagens, mundos e ideias em minha cabeça e desenvolver CRUDs e relatórios simplesmente não me permitem elaborar tudo isso como eu gostaria. Por mais que eu ainda goste de programar, não é algo que eu goste fazer 8 horas por dia 5 dias na semana. Se eu for gastar tanto tempo em algo, que seja dando vida as coisas que crio. Que seja algo que me dê a mesma sensação que senti nas aulas de desenho e modelagem 3D, ou nas aulas de mitopéia e criação de mundos, nas aulas de roteirização e narrativa (Fiz faculdade de jogos, nos últimos semestres foi 99% programação mas nos primeiros tivemos bastante aulas imaginativas) ou nas noites em que me arrisco como poeta/escritor.
  E mesmo agora, após ter percebido o caminho por qual quero trilhar ainda tenho grandes desafios em frente, com o primeiro sendo a realocação profissional. Que tipo de lugar devo procurar? Uma editora de livros? Uma agencia de publicidade? Um pai de santo? Uma desenvolvedora de jogos que esteja procurando outra coisa que não seja um programador unity? Talvez todas essas, talvez alguma outra.
  O que sei é que hoje estou feliz. Feliz, pois ainda estou em um emprego em dev e não faço a minima ideia de como conseguir um trabalho na área em que almejo, mas agora conheço mais sobre mim mesmo e sobre o meu lugar no mundo profissional. Um lugar onde eu faça o que faço por que amo e porque quero aprender. E terminando com o clichê de frase famosa: "Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais seguro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais." - Edison, Thomas
Obrigado por ler até aqui e bom dia/tarde/noite.

Capô o/

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Fragmentado (Filme - 2016)

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Sinopse: Três garotas são sequestradas na saída da festa de uma delas, por um homem com transtorno de múltiplas personalidades ( mais que isso e é spoiler :X) .

Opinião: Com um número de personagens que dá pra contar nos dedos de uma mão, esse filme não deixa a desejar em nada. A historia te prende do inicio ao fim, criando uma incrível tensão sobre o que virá a seguir, tanto nos personagens quanto em quem está assistindo.
Anya Taylor-Joy, que também atuou em "A Bruxa", e James McAvoy dão um show de atuação que em um filme com um elenco tão reduzido fazem você se imergir profundamente na historia e pensar sobre a situação de cada um deles ali.

O que você faria se acordasse em um quarto com 2 amigos(as) e um homem aparentemente louco te dissesse que você ficaria ali para uma causa de importância maior?

E se você um dia acordasse com roupas que não são suas e com pessoas te acusando de ter feito coisas que você não se lembra e que não são algo que você faria?

Fragmentado... Certamente um dos melhores filmes que já assisti (e que tem uma grande chance de se perder na continuação G.G)

PS. Rolou um feelings que da cadeia numas cena ali ein...

NOTA: 10

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Bleach (Animê/Mangá)

Sinopse: Em Bleach, Ichigo Kurosaki é um adolescente de 15 anos que consegue ver espíritos (I see dead people) e volta e meia tenta ajuda-los. Um dia uma garota vestida de preto entra em seu quarto  e diz ser uma shinigami, além de dizer estar surpresa por Ichigo poder enxerga-la. Durante isso, um Hollow (espirito corrompido, que por estar corrompido se transforma em um monstro ¬¬) ataca o lugar e a shinigame se machuca protegendo Ichigo. Ela se apresenta como Rukia Kuchiki e diz que para derrotar o Hollow, ele terá que virar um shinigame. O processo dá errado e Rukia acaba transferindo toda sua energia para Ichigo que derrota o Hollow mas terá que arcar com as consequências .

Opinião: Bleach é repleto de lutas e de ação, alguma comédia e um pouco de drama. É um animê/mangá extenso (366 episódios / 623 capítulos <-- ainda sendo lançado na data deste post) e apesar de contar com um enooooooooooooooooorme número de fillers no anime ainda tem muita história e conteúdo relevante. Resumindo: se você não se importa em começar um animê/mangá grande, curte lutas com poderes e espadas e não se importa em assistir ou pular fillers, pode assistir que está mais do que recomendado o/.

PS. Esse anime nos mostra o que pode ser o maior caso de uma preocupante sindrome que para os menos atentos pode ter passado despercebida: Orihime sugiro pesquisar sobre Sindrome de Estocolmo e cuidar com quem vc cura nas proximas vezes que for sequestrada ( na duvida, caso a pessoa queira matar seus amigos e ajudar um maniaco assassino a dominar o mundo, não cure... Sério!).

NOTA: 9,5

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Capô o/

sábado, 11 de abril de 2015

The Gamer(Manhwa)


Sinopse: The Gamer é um manhwa** que conta a história de Han Jee-Han (e você achando que Kurapika era um nome estranho... aaah, a quem quero enganar. Olha isso cara, kurapika. A mãe dele devia odiar muito ele, pqp) um garoto coreano de 18 anos de idade, aparente normal. Porém um dia ele acorda e ganha a habilidade "the gamer" que faz com que tudo a sua volta se comporte como se fosse um jogo, pessoas tem leveis que são mostrados em cima de suas cabeças, ações repetitivas podem se tornar skills e pedidos podem virar quests.
**Tipo um mangá, só que coreano. Procure no google para uma explicação mais detalhada.

Opinião: Admito que fiquei relutante no inicio, nunca tinha lido um manhwa antes e não sabia o que esperar, sem contar que existem inúmeros mangás/animes que tratam desse tipo de história. Mas após começar a ler não consegui mais parar, por mais que seja um estilo já defasado The Gamer conseguiu o encaixar de um modo positivamente diferente. Ele não tem uma trama trabalhada, um mistério foda para ser descoberto ou um objetivo que almeja alcançar. Até o capitulo atual (82 traduzido em ing) a história gira em torno de um rapaz comum que era viciado em jogos e conseguiu poderes que transformaram sua vida em um. Pode parecer simples, mas é o suficiente para você rir, conseguir momentos de "WOOOOOOOOW, QUE FODA MANO", momentos de wtf, e ler algo que não seja tão pesado quanto os dramas forçados dos animes/mangás/manhwas de hoje em dia.

Recadinho do Capô o/: Então galera, a gente ficou um tempão sem postar (voltamos semana passada), porém estamos com muitas idéias para "apimentar" o blog e caso vocês tenham algum pedido, dica, sugestão, crítica ou só quiserem comentar algo, podem falar que a gente escuta. Como diria um velho sábio de nosso país "o barato é louco e o processo é lento". Até o próximo post e bom(a) dia/tarde/noite para você.

NOTA: 9,0


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Capô o/

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Destino

               O ar estava árido, as árvores mortas e a felicidade mergulhada em trevas. Era este o lugar onde um homem magro de cabelos escuros e vestindo um smoking preto se encontrava preso, lugar este que se assemelhava a um deserto porém ao invés de um sol escaldante havia cinzentas nuvens sobrevoando o céu, cinza este que se refletia no áspero solo daquele local. Em sua frente existia um estranho rio de onde águas obscuras surgiam carregando cadáveres em seu percurso. Por impulso, ou talvez por algo maior, suas pernas o levaram até a beira do rio.
               – Mergulhe e aceite seu destino. – falou uma tenebrosa voz vinda de trás do homem. Quando olhou para trás seu corpo paralisou e o medo consumiu sua mente no momento em que avistou o possuidor de tal voz, era uma criatura esquelética e pálida com o corpo semelhante ao de um humano e seu rosto e corpo eram cobertos por um manto negro.
               – Quem é você? – Do que você está falando? – perguntou.
               – De sua atitude, tentando me evitar. Você sabia que eu viria, mas mesmo assim se utilizou de sua inútil esperança para me manter afastado, como pode ver, nem as “incríveis” tecnologias criadas por vocês puderam me deter... Por quê? Porque você ainda foge, ainda acredita que pode ser livre, sabendo que para onde irá existe apenas sofrimento e trevas. Seus pecados estão selados assim como sua vida, o que fizer a partir de agora de nada lhe servirá, seu destino foi traçado e agora apenas lhe resta aceita-lo. – disse o estranho ser.
               – Não consigo entender. Que lugar é este? O que aconteceu? E principalmente, quem é você?
               – Quem sou você já sabe, mas o que precisa entender é que tudo o que você faz tem consequências e não importa o quanto tente, nada do que fez poderá ser esquecido ou mudado. As pessoas que morreram, foram torturadas ou se feriram por sua causa, lhe atormentarão pela eternidade, seu corpo se tornará o brinquedo destas almas e a sua mente um quebra-cabeça que no qual irão montá-lo e desmontá-lo ao seu bel prazer. E como já lhe disse antes, não há salvação, não há saída e principalmente, não há esperança.
               – Você nunca fará isso comigo. Nunca! – esbravejou o homem.
               – Olhe a sua volta. Para onde deseja correr? O que irá fazer? Aceite logo a verdade e pare de agir como se ainda fosse criança. Você não tem voz aqui e muito menos a ajuda de seus entes.
               O homem desorientado, sem saber mais no que acreditar fita seus olhos no rio e começa a relembrar todos os atos que acometeu até o momento. Refletiu sobre seus erros, erros estes que nem as pessoas mais compreensíveis poderiam perdoar. No mesmo instante o seu reflexo começou a se desfigurar e em seu lugar apareceu à imagem de um monstro, tão horrível quanto os demônios mais tenebrosos do inferno.
               – Esse sou eu? Essa é minha verdadeira forma? – questionou o homem.
               – Finalmente você entendeu. – disse o ser esquelético. – Percebeu quem você realmente é, porém vejo que ainda não compreendeu por completo quem eu sou. Olhe para mim. – falou a criatura ordenando o homem. No momento em que olhou para o ser, a criatura levantou a cabeça em um ângulo que seus olhos avermelhados e macabros pudessem ser vistos. – Eu sou a Morte. Eu sou seu julgamento.

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R.F.Jorck

sábado, 4 de abril de 2015

#1 Prólogo do Fim




Sempre fui um cara bastante decidido quanto ao significado de justiça. Também sempre acreditei que as leis brasileiras não fazem jus ao seu mais pleno proposito. O que não é algo tão extraordinário, tendo em vista todos os casos de desvio de verba pública e o fato de que cada vez mais bandidos não se importavam em serem pegos e irem para a cadeia. Também pudera... para alguém que precisa diariamente roubar para sobreviver, ir para um lugar onde lhe dão comida e moradia de graça (além da área com o melhor sinal de celular da cidade), não parece um mal negócio. E ainda há a possibilidade de aprender novos truques ou fazer parcerias com os outros detentos. E ainda tem gente que pergunta porque existe tanta criminalidade por aqui, hahaha, tolos alienados pela mídia do pão e circo...


 Porém foi depois de uma série de eventos que ocorreram na minha vida, que resolvi fazer alguma coisa sobre isso. Sair dessa zona de conforto, chamada tolerância, em que muitos se escondem. Essa mesma que faz com que grande parte do país aceite que todos os dias sejam roubados pelos engravatados de Brasília e dar aquele discurso, de como uma pessoa comum não mudaria nada contra poderosos e inatingíveis corruptos. Ou mesmo ser assaltado enquanto vai ao trabalho e ter que decidir entre ir trabalhar ou ser repreendido por faltar e ir dar queixa. Não posso falar muita coisa, não fui diferente até ser totalmente humilhado e destruído. Até ser jogado contra a parede com tal força que fez de mim não sobrar nada. Mas se não fosse por isso eu não estaria onde estou agora. Quando você tira muita coisa de algo a ponto de deixar esse algo cheio somente com o nada, você abre espaço para que o nada se encha novamente

sábado, 24 de janeiro de 2015

C: The Money of Soul and Possibility Control (Anime)

Otaku recomenda: C: The Money of Soul and Possibility Control(anime)
Sinopse: Kimimaro Yoga é um adolescente de 19 anos que cursa economia na Heisei University of Economics, porém diferentemente do resto da população japonesa, Yoga não possui o vício de sempre obter mais dinheiro, para nele viver com o necessário já basta para ser feliz. Entretanto sua vida vira de cabeça para baixo quando recebe a visita de Masakaki, um estranho ser de aparência humana com a pele pálida e roupas extravagantes, alegando ser do Banco de Divisões Comerciais de Midas e oferecendo a Yoga uma tentadora possibilidade de conseguir se tornar um empreendedor para conseguir grandes quantias em dinheiro, contudo o Banco Midas tomaria o futuro do empreendedor como garantia . Após insistir muito Yoga acaba aceitando a proposta de Masakaki que o leva para o Distrito Financeiro, local que é uma espécie de realidade paralela onde empreendedores realizam seus deals (empreendimentos), que são realizados através de batalhas, utilizando seus Asset como "armas" para derrotar seus adversários, porém os Asset precisam do dinheiro dos empreendedores para utilizar os seus poderes e caso o empreendedor vier a falir seu futuro será cobrado pelo Banco Midas. Então nesse estranho local Yoga conhece Msyu sua Asset que lhe protege e luta por ele durante os deals, e acaba também lhe ensinando mais sobre o Distrito Financeiro e o impacto que ele possui com o mundo real, assim como Sõichirõ Mikuni.

Opinião: C: The Money of Soul and Possibility Control é um anime inovador que trás à quem o assiste uma nova forma de ver como o dinheiro pode ser importante e desprezível ao mesmo tempo, porque no exato momento em que ele ajuda alguém, ele está prejudicando outra. O anime também possui diversas cenas de batalha intensas  e personagens carismáticos que possuem uma diversidade de objetivos para obterem dinheiro. Entretanto esse anime possui cenas violentas e caso você não goste deste estilo de história esse anime não é recomendado para você.

Nota: 8,5

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R.F.Jorck